Resenha: A Vida Como Ela Era por Susan Beth Pfeffer

By | quarta-feira, abril 08, 2015 Deixe o seu comentário





Título Original: Life As We Knew It

Editora: Bertrand Brasil

Número de Páginas: 378

Ano de Lançamento: 2014

Onde comprar: Cultura (Não disponível) | Saraiva | Amazon







     A Vida Como Ela Era é o primeiro livro da série distópica Os Últimos Sobreviventes, escrita por Susan Beth Pfeffer.

     Miranda, uma adolescente de 16 anos, vivia uma vida normal com sua família até o dia em que um asteroide colide com a lua e a aproxima da Terra. Sendo assim, ocorre diversas alterações como o aumento das marés, tsunamis, terremotos e vários outros desastres naturais. E ela e a sua família irão entrar na luta pela sobrevivência.

     No finalzinho do ano passado, a Bertrand fez o anúncio do lançamento deste livro e eu, como sou o louco das distopias, fiquei com uma imensa vontade de ler porque além de ser do gênero distópico, é sobre sobrevivência e essas coisas. Bem, vamos lá conversar um pouco sobre essa história.

     Diferente da maioria das distopias, essa começa no mundo atual, como se fosse hoje e aí as coisas começam a tomar um rumo "natural". Então, dias antes de o asteroide colidir com a lua, Miranda começa a escrever em um diário então embarcamos na história pelos registros da garota, o que eu achei super interessante pois, ao meu ver, deixa a coisa mais real.

     Somos apresentados à jornada da família de Miranda, vemos como eles reagem e o que fazem para sobreviver. E por ser uma narração em primeira pessoa, nos vemos na pele de Miranda. Durante todo o livro, eu fiquei pensando como reagiria à uma situação como a que a garota está vivendo e fiquei muito aflito, pois, muitas vezes, me peguei pensando que uma situação dessa pode acontecer. Venhamos e convenhamos que existem diversas chances de um asteroide colidir com a lua e uma ocasião dessa acontecer.
Então não esperem aquela coisa fantasiosa de mais. O livro é bem pés no chão mesmo!

     Como falei anteriormente, não existe muita ficção na história, o que eu achei sensacional, pois deixou a coisa BEM real. E diferentemente das outras distopias que são recheadas de ação, essa é completamente escassa de momentos "OMG". É como a vida real...
Mas gente, isso não é um problema, pelo menos para mim. Até porque se a autora decidi-se colocar cenas "empolgantes", ficaria muito desconexo com o contexto da obra.
Outra coisa que gostei bastante foram como os acontecimentos como desastres naturais, falta de comida, poluição, alterações climáticas foram tratados.

     Os personagens se mostram os mais humanos possíveis. Possuem momentos de raiva, amor, tristeza, piedade e etc. A única coisa que não me agradou muito foi que em vários momentos a Miranda se mostrou egoísta enquanto todos se preocupavam com ela. Mas apesar de seus defeitos, em vários momentos tive dó da garota e de sua família. Simplesmente não sei como reagiria à uma situação como a que eles estão passando.

     Enfim, A Vida Como Ela Era é um livro feito para refletir sobre vida, família, amigos, fé e esperança. Susan Beth Pfeffer conseguiu dar um sopro de vida no meio de tantas distopias semelhantes e com isso conseguiu um fã.

     Sem mais delongas, esse é o tipo de história que eu indico para todos, sem exceção. Mesmo se você não gostar do gênero, acho que os registros de Miranda merecem uma chance de serem lidos.

     Menções Honrosas: A edição do livro é ótima. Diagramação, folha, fonte e etc. Gostei da capa, principalmente por a lua ter uma textura meio áspera. Vale a pena ser comprado!

Mal vejo a hora de poder ler a continuação...
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