Resenha - Half Bad por Sally Green

By | sábado, novembro 29, 2014 Deixe o seu comentário



     "Acaba o livro e você não consegue acreditar, parece que faltam páginas no livro."


Título original: Half Bad
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 304
Ano de Lançamento: 2014



    


     Half Bad é o primeiro volume da Trilogia Half Life.

     Começando de uma maneira inusitada e que eu nunca havia visto antes, achei que o livro seria confuso e eu teria dificuldades para ler. Mas não houve confusão, pois são apenas pedaços da história. O jeito que a autora escreveu consiste em algumas partes, por ser Nathan (personagem principal) que conta sua história, em ele falar como se estivesse acontecendo com o leitor e não com ele. Claro, isso me deixou fascinado, mas tive um pouco de dificuldade para me adaptar, mas nada que tenha estragado a leitura. Um exemplo desse tipo de escrita está nesse trecho: “Você faz que sim com a cabeça. Ele passa o braço ao seu redor e se volta para a tela outra vez.”.

     Outro fator importante que achei que fosse confuso foi que o mundo dos bruxos, não é explicado, os personagens só vão vivendo e nada é passado de maneira explicativa para nós. Mas conforme você vai lendo, vai percebendo que não há necessidade dessa explicação, a autora escreve de uma forma tão clara que você consegue assimilar como que funciona o mundo deles.

     Nathan é um filho de uma Bruxa da Luz com um Bruxo das Sombras, o mais poderoso deles. É visto com desprezo por todos os Bruxos da Luz por acharem que ele é uma ameaça.

     Nathan é preso e mantido em uma casa com uma mulher que cuida dele. Seu maior desejo é achar seu pai e fará de tudo para encontra-lo.

     Eu senti certa falta dos humanos na história. Pela sinopse, dizem que vivem no mesmo espaço e que apenas não se misturam. Mas o que eu senti é que vivem em mundos diferentes, separados, onde não há humanos. Achei que haveria mais interação dos bruxos tanto da luz quanto das sombras com os félixes. Pode ser que nos próximos volumes explorem mais essa questão. Não que tenha sido um ponto negativo, o livro é simplesmente magnífico, tudo o que tinha que estar lá, era porque tinha que estar lá, não houve enrolações, a não ser o meio da história, achei muito arrastado.

     O final do livro é agoniante, você sente toda a agonia dos personagens. Você quer que acabe logo com aquilo, que ele consiga logo o que quer, é muito torturante.

     Acaba o livro e você não consegue acreditar, parece que faltam páginas no livro. Até agora não caiu a ficha que acaba daquele jeito. Minha vontade é ir à casa da autora e arrancar o que ela tem do próximo volume, porque não é possível. Acho que devia haver uma lei que proibisse esse tipo de final, só acho hahaha.

     Com vários problemas e tramas, que foram criadas nesse volume, pra resolver, a autora faz com que o leitor queira ler o próximo volume, pra saber o que acontece e lógico que ninguém fica feliz com um final que termina no meio de uma cena, por esses motivos e outros que simplesmente adorei essa história, a autora apresenta o mundo para nós, destacando o preconceito que existe entre sociedades relativamente diferentes. E que venha Half Wild.
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